Quando a felicidade é grande…

Por elainepacheco, também publicado em tresparedes.blogspot.com.

É pedir demais a gente viver, por um segundo que seja, achando tudo lindo?

Esses dias, estive interrogando algumas pessoas, meio que investigando se eu era a única estranha a ter sensações estranhas. 

A pergunta era: “ Já se pegou pensando que tá tudo tão bem, tão feliz, a ponto de se sentir de tocaia, só aguardando algo de muito ruim acontecer?”

A maioria respondeu que sim. Qualé o meu, o nosso problema? É pedir demais a gente viver, por um segundo que seja, achando tudo lindo?

O comercial de margarina (com a família feliz reunida) não nos educa para lidarmos com as dificuldades, no entanto, nosso “desconfiômetro” está sempre ligado. Parece dizer “Olha, toma cuidado. Tá feliz demais!”

A verdade é que não basta tudo ser ou parecer feliz. Sentimos necessidade de sair da tocaia para desafiar qualquer problema que seja. Por incrível que pareça, isso faz nos sentirmos vivos. Não queremos final feliz, nem em filme, nem na vida. Preferimos finais alternativos. Ou melhor, não queremos fim de nada.

Não desligue seu smartphone

Por madsenlima

Quantas campanhas você já viu pedindo para desligar o smartphone e ir viver experiências reais? Quantas amigos já te cutucaram pedindo para você sair do WhatsApp e conversar com aquelas pessoinhas reais que estão sentadas à mesa?

DISCLAIMER: Se você tem pouca tolerância à polêmicas, não leia esse post.

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Aplicativos de mensagem instantânea e videoconferência estão destruindo relacionamentos reais e criando uma geração de pessoas-zumbi. O que isso tem de retrógrado, tem de previsível.

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Solidariedade não é uma esmola qualquer

Por elainepacheco, também publicado em tresparedes.blogspot.com.

De onde essas pessoas tiram vontade de viver? A gente pensa que não, mas, pra eles, motivos há de sobra.

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O último post do TwentyWeeks, “Super-heróis Invisíveis”, por Madsen Lima, me sensibilizou ainda mais em relação às pessoas de rua que contam com nossa generosidade.

Observando um mendigo deitado numa calçada, todo coberto por um pano surrado, me ouvi perguntando alto: De onde essas pessoas tiram vontade de viver? A gente pensa que não, mas, pra eles, motivos há de sobra.

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Super-heróis Invisíveis

Por madsenlima

Da próxima vez que você cruzar com essas pessoas, não finja que elas não estão ali. Algo mágico pode acontecer.

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Uma das grandes maravilhas do Brasil é a possibilidade de você poder esbarrar com, literalmente, todos os tipos de pessoas nas ruas.

Pessoas felizes, pessoas tristes, pessoas engravatadas, pessoas com roupas estranhas. Também existe outra categoria de pessoas, mas essa não sabemos descrever pois fomos ensinados a ignorá-las: artistas de rua, vendedores de bombons, engraxates, desabrigados, esmoleis, flanelinhas.

Percebeu que há pouco me referi a essas pessoas como “outra categoria”? Quão normal isso soa pra você? Quanto mais normal, pior.

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Tá com um tempinho aí?

Por elainepacheco, também publicado em tresparedes.blogspot.com.

Nessa coisa de tempo corrido, de dedicar muito tempo ao trabalho, onde foi parar o conceito de família, a ideia de estar mais junto desta? Por onde anda a qualidade de vida?

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Esta semana, estava lendo uma crônica da Revista Vida Simples, quando o tema prendeu minha atenção. Na conclusão da experiência relatada, o autor Denis Russo cita a tal “vida moderna”. Leia um trechinho:

Só que aí a tal “vida moderna” decide reorganizar o espaço das cidades. E traça avenidas, rachando os bairros, rasgando as famílias, distribuindo as pessoas ao longo de artérias de transporte, por onde fluem matérias-primas, recursos humanos, bens e serviços. E, com isso, quase sempre, os avós vão parar longe dos netos.

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